Hipnose Estética e Disciplinas Analógicas. A “cirurgia estética hipnótica” em ação.

Durante a exploração hipnótica do mundo subconsciente, a comunicação mente-corpo acha a própria melhor definição em momentos de restruturação de antigos ou recentes problemas ainda sepultados e cobertos pela obscuridade inconsciente, com resolução de distúrbios emocionais cujas consequências podem afetar o campo comportamental e outras e variadas camadas do campo psicológico ou físico.

São antigas as observações sobre um claro efeito do estado de transe a respeito da aparência física geral e da possibilidade da hipnose de induzir melhoras estéticas significativas em muitas pessoas. Apesar de passarem despercebidas pela atenção dos clínicos, estas possibilidades não deixam de ter significado potencial muito elevado, pois a hipnose é metodologia sem contraindicações absolutas, e associa a possibilidade de unir, em total respeito da fisiologia, favoráveis modificações estéticas a reestruturação psicológica, trabalhando então sobre o ser humano como ente global e holístico.

Várias são as modalidades pelas quais a hipnose pode induzir melhoras estéticas, mas com certeza a mais valiosas são as que reformam o aspecto físico juntamente com a imagem interna de natureza psicológica, como consequência da resolução do que as Disciplinas Analógicas definem “problema” ou seja a discrepância entre o desejado sonho e a possibilidade real de realiza-lo, em um gradiente emocional suficiente a criar sofrimento e problemas, pela intervenção de fatores opositivos definidos “vínculos”. A partir desse modelo energético é possível detectar diferentes modelos de pensamento intrapsíquico, isto é de comunicação entre mente consciente e inconsciente, desde o modelo interativo onde a comunicação entre as duas instâncias é conservada, até o modelo patológico onde o silêncio comunicacional deixa a mente lógica em um processo de cisão, totalmente sozinha e abandonada a uma interpretação obrigatoriamente falha dos acontecimentos vitais. Em cada modelo se escondem diferentes tipos de problemas cada um com as próprias consequências. Essas consequências, de natureza psicológica, podem se refletir em modificações físicas chegando até sintomas e doenças.

Na totalidade dos casos, permanece inalterado o valor do conceito da hipnose como metódica “naturalística” em sentido ericksoniano (pela obra do Dr. Milton Erickson, pai da Hipnose Indireta), isto é, respeitosa das exigências profundas dos seres humanos, de tipo psicobiológico.

O eixo psicobiológico, de tipo hormonal e neurovegetativo, pode influenciar profundamente o organismo humano, em sentido hormonal, imunitário, cardiovascular, sendo abaixo do controle mental pois ideias e pensamentos podem alterar de forma significativa as resultantes finais deste complexo processo comunicacional em termos de secreção hormonal, ou de atividade neurovegetativa simpática ou parassimpática. A hipnose abre as portas a comunicação simbólica, em contato com as estruturas do pensamento psicobiológico com favoráveis modificações globais de tipo psicológico, hormonal, metabólico, físico.

De um ponto de vista estético, há várias condições que podem ser reestruturadas para modelos fisiológicos.

  1. A relação entre postura e perturbação psicológica é evidente em manifestações clínicas definidas como por exemplo a depressão, cujas consequências físicas são percebidas facilmente: “queda” dos ombros, rosto e olhos com expressão de tristeza e perda de “luz”, caída de cabelos, perda ou ganho de peso em excesso.
  2. Obesidade ou magreza.
  3. Queda de cabelos (de tipo “testosterônico” nos homens ou em áreas definidas em caso de “alopecia areada”)
  4. Rugas de expressão
  5. Perda de tom muscular e flacidez
  6. Excesso ou defeito do volume dos seios
  7. Doenças dermatológicas
  8. Defeito de tom muscular, glúteo ou em outras áreas corporais

De qualquer forma, a hipnose tem em si, através da comunicação analógica (entre mente consciente e inconsciente), a possibilidade e o poder da “ideioplasia” palavra com etimologia pelo grego antigo que significa “ideia que se transforma em realidade física”. Imagens mentais criadas através e durante o estado hipnótico, tem elevada chance de se transformar nos equivalentes físicos. Esse processo implica a possibilidade de comunicação entre a mente e o corpo. A mente não opera distinção entre imagem virtual e realidade física e por isso tende a realizar, rapidamente ou lentamente, todas as modificações biológicas necessárias a realização prática e verificável da imagem proposta dentro o mundo real.

In 1853 Braid escrevera: “poucos dias depois, esta mulher queixou-se de eu tê-la desfigurada pois o seu seio de esquerda resultava muito protuberante. Falei que podia resolver rapidamente a questão voltando para a hipnose e reduzindo o seio de novo da mesma forma que tinha crescido durante o sono precedente. Ela deu consentimento, mas quando entrou no sono hipnótico, ao em vez de reduzi-lo (com uma sugestão hipnótica), agi sobre o seio de direta exatamente como eu fiz com o de esquerda, e exatamente com os mesmos resultados”.

De fato, o transe hipnótico, através o mecanismo da “ideioplasia”, pode desencadear especificas modificações circulatórias e hormonais que se traduzem, na área do seio, em um aumento de volume de até 2-3 cm, que depois tende a se manter constante no tempo. A hipnose, verdadeira porta de comunicação entre mente e corpo, acha um dos possíveis alvos nos seios, sensíveis as modificações biológicas induzidas por estimulações hormonais e circulatórias que, em sequência, levam a modificações apreçáveis do volume do órgão.

Assim, bem conhecida é a possibilidade de tratamento hipnótico de muitas manifestações dermatológicas com clara expressão antiestética, como psoríase, “lichen ruber planus”, verrugas, furunculose e outras. As verrugas são um exemplo clássico de como a hipnose pode lidar eficientemente com manifestações dermatológicas de varia natureza, até de origem viral como as verrugas (vírus do papiloma humano).

O tom muscular é também influenciado pelo procedimento hipnótico, obtendo-se resultados estáveis e evidentes em grupos musculares estabelecidos, quando a intervenção hipnótica é associada as comuns metódicas físicas, em comparação ao simples exercício físico.

A obesidade acha na hipnose e em particular nas metodologias analógicas alvo significativo e fundamental para redução do peso corpóreo em formas fisiológicas e progressivas.

Obviamente, nenhuma modificação física é suficiente quando as exigências psicológicas internas não sejam respeitadas e organizadas em novas formas que levem a uma nova estruturação da imagem interna.  Nenhum significativo emagrecimento, como nenhum espetacular desaparecimento de placas de psoríase irá providenciar melhoras na qualidade da vida se não for acompanhado por consequentes e paralelas modificações da imagem interna e do sentido de autoconfiança.  A escrupulosa investigação profunda através das metodologias da hipnose analógica pode desvelar os mecanismos de pensamento cuja evolução temporal leva a distorções e problemas, relacionados as doenças em questão (obesidade, psoríase e outras) e ao mesmo tempo pode reestruturar todos os mecanismos emocionais que sustentam o permanecer destes problemas, acabando com as necessidades simbólicas que os fundamentam. Como consequência, a conformação da imagem mental interna, os sentimentos de autoconfiança, em poucas palavras os resultados internos da modificação externa, se reestruturam em novas formas e em novas liberdades, finalmente libertadas dos vínculos inibitórios que estavam a base das mesmas necessidades simbólicas. A melhora sintomática acompanha-se então a consequente melhora física, e vice-versa, realizando-se assim o maior e extraordinário resultado possível: o renascimento de um novo Ser, livre de perseguir os próprios sonhos em paz com a própria Consciência, e por isso feliz.

Dr., PhD e MD Roberto Baglini

Cardiologista, PNL Practitioner, Hipnólogo, Hipnotista, Analogista.

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